7 de novembro de 2009

Desenvolvimento das Funções Percepto-Gnósicas com empadão de frango




Em nosso cotidiano, estamos expostos a diversos estímulos, que advém do meio externo e interno. Saber reconhecer e classificar esses estímulos constitui o principal objetivo dos nossos sistemas de processamento de informações abrangindo a senso-percepção e gnosia.

A sensação diz respeito a detecção de estímulos sensoriais pelos órgãos dos sentidos, isto é, a transformação de diferentes estímulos em modalidades sensoriais específicas como a auditiva, visual, tátil, entre outras. Quanto à percepção, pode ser definida como um processo integrativo dos estímulos sensoriais em um conjunto coerente, extraindo então, um significado, uma tomada de consciência dos eventos. E por fim, as funções gnósicas estão relacionadas a uma integração dos conjuntos de percepções; uma identificação, reconhecimento e interpretação dos estímulos em uma representação mental conhecida.

Estudos sobre o sistema auditivo observam evidências de que seu desenvolvimento tenha início ainda na fase pré-natal. Desde o nascimento, os bebês dão preferência à voz materna e à voz falada na língua materna. Quanto à imitação de sons, inicia-se com dois meses, tornando mais sistemática aos seis meses. Aproximadamente aos 18 meses, há a repetição de palavras em contextos semelhantes e começam a reproduzir canções.

Em relação ao sistema visual, desde os primeiros dias de vida, o bebê mostra-se capaz de voltar a face para o lado mais iluminado, porém, sua imagem não é muito nítida. Entre os primeiros meses de vida, consegue acompanhar objetos que se movem no campo visual e há coordenação entre a visão e audição. Aproximadamente aos quatro meses, ocorre a coordenação entre a visão e a preensão. Já a visão de profundidade e noção de permanência de objetos são adquiridos entre os três e doze meses. Aos dois anos de idade, a criança identifica figuras desenhadas e encaixa formas simples, e entre os quatro e seis anos discrimina curvas, retas, ângulos e dimensões.

Quanto ao sistema somestésico, aos três anos, a criança reconhece a direção de um movimento sobre a pele, aos quatro, já reconhece objetos conhecidos pelo tato e aos seis está consolidada a estereognosia. Por volta dos dezoito meses, a percepção da imagem do corpo, independete e permanente começa a se organizar, identificando todas partes do corpo aos três e quatro anos. A partir dos seis anos, discrimina a direita e da esquerda.

De uma maneira geral, as habilidades perceptivas estão consolidadas por volta dos sete anos de idade.

Para saber mais:

M.;Mello,C.B.de. Neuropsicologia do Desenvolvimento e suas Interfaces. 1. ed. São Paulo: All print Editora, 2008.

Imagem:

http://z.about.com/d/toys/1/0/y/g/springtimeplay.jpg

2 de novembro de 2009

Voltando às atividades normais...às nossas receitinhas

Caros Leitores,

Infelizmente, o mês de outubro foi um pouco corrido por conta da organização do nosso evento (I Encontro de Psicologia Clínica e Neurociências reúne o II Simpósio de Pós Graduação e Pesquisa do NNCE (Núcleo de Neuropsicologia Clínica e Experimental – PUC-Rio) e o II Simpósio de TCC da PUC-Rio).

O evento foi ótimo: muitos inscritos, premiação de pósteres, palestras interessantes, brindes no final e principalmente, a criação do Ins
tituto Brasileiro de Neuropsicologia e Comportamento - IBNeC - para maiores informações, favor acessar site do núcleo (www.nnce.org).

Tudo isso não seria possível sem o empenho e dedicação dos integrantes do nosso núcleo e o calor humano da platéia. Parabéns para todos !!! Rumo ao II EPCN !!!



Atenciosamente,
Emmy Uehara

20 de outubro de 2009

Sugestão de periódico com azeitona



Acredito que esse blog tem a função de informar, mas também de divulgar sites interessantes.

A dica de hoje é sobre um períodico acadêmico muito bom: Annual Review of Psychology.


Além de ter revisões extensas e bem consistentes, a revista disponibiliza todos seus artigos gratuitamente.

Aproveitem!!!

Abraços, Emmy Uehara

Imagem:

http://wsucompositionfacultyhandbook.pbworks.com/w/page/7325130/1020-Sample-Papers

13 de outubro de 2009

Agenda acadêmica com presunto de parma


Navegando pela Web à procura de um congresso específico, encontrei o blog Agenda Acadêmica.

O blog divulga diversos eventos científicos em várias áreas de interesse.

Quem promove o blog é a Revista Ciência e Cognitiva, que por sinal, disponibiliza seus artigos gratuitamente em seu site.


Abraços, Emmy Uehara

8 de outubro de 2009

A atenção e seus tipos com sopa de ervilha


De uma maneira geral, o conceito de atenção implica em uma orientação e seletividade, isto é, uma habilidade para focar e manter o interesse em determinada tarefa, idéia ou estímulo, informações do ambiente e fontes internas. A atenção dispõe de diferentes graus de receptividade e excitabilidade, variando da vigília ao sono, do estado em alerta ao coma. Tônus, receptividade, seletividade, concentração, simultaneidade e flexibilidade são algumas facetas da atenção.



A atenção seletiva está relacionada com a habilidade de escolher uma categoria ou seleção entre diferentes fontes de informação para deter o foco da consciência. Atente preferencialmente a um contexto e simultaneamente ignora detalhes não relevantes.
A atenção dividida diz respeito à competição entre vários processos sensoriais e entre processos automáticos que têm capacidade limitada. Quando realizamos duas tarefas ao mesmo tempo, uma delas deve estar automatizada como dirigir.
A atenção sustentada é um prolongamento da atenção durante períodos maiores de tempo. Esse engajamento na tarefa varia com o tempo, podendo levar à fadiga ou falta de motivação. Além disso, esse tipo de atenção muda com a faixa etária, treino e características individuais.



Para saber mais:

Muszkat,M.;Mello,C.B.de. Neuropsicologia do Desenvolvimento e suas Interfaces. 1. ed. São Paulo: All print Editora, 2008.

Imagem:

http://mesquita.blog.br/wp-content/uploads/2009/03/bl-pl-fotos-flagrantes-animais-guepardos.jpg


5 de outubro de 2009

Autismo com strogonoff de camarão


O autismo é um distúrbio do desenvolvimento complexo, de início precoce e curso crônico, podendo ter impacto em múltiplas áreas. Suas principais manisfestações comportamentais incluem déficits qualitativos na interação social e na comunicação, padrões de comportamento repetitivos e estereotipados, além de repertório restrito de interesses e atividades. As alterações começam a ser aparentes antes dos três anos de idade e persistem mesmo em indivíduos com quociente de inteligência dentro dos limites da normalidade.

A etiologia do autismo é heterogênea, multifatorial e com indicações de uma forte e complexa influência genética. É um transtorno biologicamente determinado com alta incidência de retardo mental e epilepsia, o que sugerem uma base biológica. É um dos transtornos neuropsiquiátricos de maior herdabilidade, cerca de 90%. Parece ser decorrente de um efeito epigenético e/ou da interação de múltiplos genes. Estima-se a incidência do autismo em cerca de dois indivíduos para cada mil nascimentos, e cerca de seis indivíduos com transtorno do espectro autista a cada mil nascimentos.

Os problemas tendem a ser mais graves na seqüência verbal e na capacidade de abstração, com relativa preservação de habilidades visuoespaciais e memória de hábito. Além disso, tem sido relatado diminuição na habilidade de seleção de estímulos sensoriais competitivos. Normalmente, apresentam baixo desempenho em tarefas que requerem uso da linguagem abstrata ou seqüenciamento.

Para saber mais:

Fuentes, D.; Malloy-Diniz, L.F.; Camargo, C.H.P.; Cosenza, R.M. e cols. Neuropsicologia: teoria e prática. Porto Alegre: Artmed, 2008.

Gadia, C.; Tuchman, R.; Rotta, N. Autismo e doenças invasivas do desenvolvimento. Jornal de Pediatria, n. 80 (2-supl.), 83-94, 2004.

Imagem:

http://www.zmescience.com/research/studies/autism-study-research-09052011/

2 de outubro de 2009

Psicologia Online com pistache



Sou psicóloga, mas tenho ciência de que pessoas de outras áreas acessam meu blog.

Apesar disso, resolvi divulga o site da Psicologia Online (POL), para psicólogos e interessados em psicologia.


Imagem:
http://emersonfialho.files.wordpress.com/2008/02/psicologia-1.jpg

1 de outubro de 2009

Treinando seu cérebro com espinafre



Quer melhorar o desempenho do seu cérebro brincando?


Eis uma lista com alguns dos jogos mais acessados:

1) Brain Metrix - http://www.brainmetrix.com/

2) Braingle - http://www.braingle.com/

3) Brain Arena - http://www.brainarena.com/

4) Queen Doom - http://www.queendom.com/tests/testscontrol.htm?t=3

5) Games for the brain - http://www.gamesforthebrain.com/

6) Miniclip - http://www.miniclip.com/games/en/brain-training.php

7) Brain Gym - http://esl.about.com/od/englishlessonplans/a/braingym.htm

8) Matica - http://matica.com/free-flash-games/2/Brain-Gym.html

Imagem:

http://intelligenttravel.typepad.com/photos/uncategorized/2007/12/19/braingymexercises.jpg

29 de setembro de 2009

Lateralidade com omelete de presunto


O conceito de lateralidade pode ser definido como predomínio de um lado do corpo sobre o outro, sendo utilizado com maior regularidade para referir-se à predominância de uma mão sobre a outra. Mas também pode ser considerada como a propensão do ser humano em usar de forma preferencial, um lado do corpo em relação ao outro aos níveis de mão, pé, olho e ouvido. De acordo com hipóteses e teorias, sabe-se que ela é existente em um dos lados do cérebro, e que funciona de forma cruzada (na maioria dos casos).




O intersse da pesquisa clínica pela predominância manual é que a mesma implica a predominância do hemisfério oposto. Em mais de 90% da população humana, a liguagem se encontra no henisfério esquerdo e seu esquema corporal no hemisfério direito. Entretanto, essa concordância não é absoluta, pois alguns indivíduos são ambidestros, cujo os hemisférios podem interver nessa atividade; e certos indivíduos são canhotos, o hemisfério dominante para a linguagem permanecendo em um grande número deles, do lado esquerdo como no destro, podendo estar dividido entre os dois hemisférios, ou, em somente 5% dos canhotos, encontra-se no hemisfério direito.

As explicações concernentes à dominâcia manual e suas relações com a dominância cerebral estão longe de ser unívocas. Algumas hipóteses foram discutidas acerca dessa temática: a hipótese embriológica, hipótese anatômica, hipótese genética, hipótese de lesões adquiridas precoces do hemisfério esquerdo, hipótese relacional, entre outras.

Para saber mais:

Barbizet, J e Duizabo, P. Manual de neuropsicologia. Porto alegre: Artes médicas, 1985.

Imagem:

http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/foto/0,,21727639,00.jpg

23 de setembro de 2009

Gerald Edelman e as "suas" consciências com iscas de peixe



Como Gerald Edelman percebia a consciência?
Quais eram os pressupostos alicerces de sua teoria da consciência?

Para Edelman, a consciência era dividida em primária e elaborada. A consciência primária é um estado em que nos encontramos mentalmente cientes das coisas que se passam no mundo, porém, não é acompanhado por qualquer sentido de uma pessoa com passado e futuro. Pode ser comporta por imagens mentais, mas está limitada a um ccerto tempo em torno do presente mensurável, estando isenta de conceitos de eu, de passado e do futuro e situa-se para além do registro descritivo individual direto a partir do seu ponto de vista. A consciência elaborada envolve o reconhecimento por um sujeito pensante, dos seus próprios atos ou afetos, um modelo do que é pessoal e do passado e do futuro, tal como presente. Exibe uma forma direta de estar ciente. É aquilo que como seres humanos possuímos para além da consciência primária.

Ao todo sua teoria era baseada em três pressupostos: 1) o pressuposto físico, 2) o pressuposto evolutivo e 3) o pressuposto dos qualia. No pressuposto físico, encontrava-se a base adequada mas não completamente suficiente para o estabelecimento de uma teoria da consciência. O pressuposto evolutivo diz respeito à aquisição da consciência que conferiu diretamente capacidade de adaptação evolutiva aos indivíduos que a possuem, ou forneceu a base para outros traços que aumentam a capacidade de adaptação. Para entender o pressuposto dos qualia é necessário entender primeiramente o que é qualia. Qualia são um conjunto de experiências, sentimentos e sensações pessoais ou subjetivas que acompanham o estar consciente. Eles não podem ser completamente partilhados por outro indivíduo. Esse pressuposto dos qualia estabelece a distinção entre a consciência elaborada da primária.

Para saber mais:

Edelman, G. Biologia da consciência. Lisboa: Instituto Piaget, 1992.

Imagem:

http://www.avakesh.com/images/2007/12/31/consciousness.jpg

22 de setembro de 2009

Emoções e sentimentos "damasianos" com azeitona e salame


Até que ponto os processos racionais e não racionais estão alinhados respectivamente com as estruturas corticais e subcorticais do cérebro??? Para Antônio Damasio, as emoções e os sentimento estabelecem essa ponte!


Damásio percebe as emoções em duas partes: 1) as emoções "iniciais" primárias e 2) as emoções "adultas" secundárias. As emoções primárias são uma programação inata pré-organizada no mundo ou em nossos corpos e envolve os circuitos do sistema límbico, amígdala e córtex cingulado. Já as emoções secundárias são aprendidas e envolvem a categorização de representações de estímulos associados a respostas anteriores, avaliadas como boas ou ruins. as estruturas do sistema límbico não são suficientes, há uma interação do córtex pré-frontal e somatossensorial.

Apesar desta interrelação, essas duas formas de emoção são distintas.
Isto é, emoção é a combinação de um processo avaliatório mental com respostas dispositivas a esse processo, em sua maioria, dirigidas ao corpo propriamente dito, resultando num estado emocional do corpo, mas também dirgidas ao próprio cérebro, resultando em alterações mentais adicionais. O sentimento é a experiência dessas mudanças.

Todas as emoções, segundo Damasio, originam de sentimentos, mas nem todos os sentimentos provém da emoção. O sentimento é uma cognição do nosso estado visceral e musculatura esquelética, quando é afetado por mecanismos pré-organizados e por estruturas cognitivas que desenvolvemos sob sua influência. Esses sentimentos provémd o próprio corpo, por isso, se opõe a visão tradicional de exclusão das emoções do estudo das ciências cognitivas; as emoções tambpem são cognitivas!

Para saber mais:

DAMASIO, A.R. O Erro de Descartes: Emoção, Razão e o Cérebro Humano. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.

GIUGLIANO, L. G. ; TOMAZ, Carlos . A razão das emoções: um ensaio sobre O erro de Descartes. Estudos de Psicologia (Campinas), v. 2, n. 2, p. 407-411, 1997.

Imagem:

http://www.internetphotos.net/wp-content/uploads/2008/12/peoples-masks-photo.jpg

21 de setembro de 2009

Transtornos de ansiedade e sua importância com carne-seca desfiada e cebola



A ansiedade é um um fenômeno complexo que pode se expressar de três formas distintas:

1) atividade consciente: insomnia, falta de concentração, desconforto;
2) reações comportamentais: movimentação das mãos e pés, andar de um lado para o outro;
3) respostas fisiológicas: sudorese, palpitação, náuseas.

Quando o sentimento de ansiedade ou medo tornam-se exagerados, desproporcionais em relação ao estímulo, interferindo a qualidade de vida, o conforto emocional ou o desempenho no cotidiano do indivíduo. Os transtornos ansiosos são os quadros psiquiátricos mais comuns tanto em crianças quanto em adultos, com uma prevalência estimada durante o período de vida de 9% e 15% respectivamente, segundo Castillo e colaboradores.

Geralmente, os transtornos de ansiedade estão associados a sistemas neurais responsáveis por processamento, interpretação e reação a estímulos que indicam situações potenciais ou reais de perigo. Alguns estudiosos propõe que o transtorno de ansiedade generalizada está associado ao sistema responsável pelo gerenciamento de estímulos potenciais de perigo que dão origem ao sentimento de medo. Já o ataque de pânico, estaria relaionado a sistemas resposáveis pelo processamento de estímulos reais de perigo e que dão origem ao sentimento de dor.


Para saber mais:

Castillo, A.R., Recondo, R., Asbahr, F.R., Manfro, G.G. Transtornos de ansiedade. Rev. Bras. Psiquiatr. 22: 20-23, 2000.

Landeira-Fernandez, J.; Silva, M.T.A. (Org). Intersecções entre psicologia e neurociências. Rio de Janeiro: Medbook, 2007.

Imagem:

http://www.igtba.blogger.com.br/Y8VLpDjaG5tgiEhnxv.jpg

18 de setembro de 2009

Frenologia com frango à passarinho


A frenologia é uma teoria proposta por Franz Joseph Gall no final do século XVIII a qual teve grande influência na ciência e nas humanidades durante a maior parte do século XIX. O estudo da frenologia dizia respeito à estrutura do crânio, de modo a determinar o caráter das pessoas e a sua capacidade mental. Os estudiosos acreditavam que as faculdades mentais estão localizadas em "órgãos" cerebrais na superfície que podem ser detectados por inspeção visual do crânio.

Gall distanciou-se do pensamento dualista vigente como também intuiu corretamente que existiam muitas partes que formavam o cérebro e que possuiam também, especializações em termos das funções desempenhadas por essas partes. Para ele, cada parte individual do cérebro era independente ("centros"). Hoje em dia, sabemos que não existem "centros" individuais, o que existem são "sistemas" formados por várias unidades cerebrais interligadas. A mente resulta não só da operação de cada um dos diferentes componentes, mas também da operação concertada dos sistemas múltiplos constituídos por esses diferentes componentes.

Sem dúvida, as idéias de Gall e seus colaboradores influenciaram bastante o conhecimento cerebral. Entretanto, cometeram alguns erros tais como a especialização cerebral, a noção de "centro" cerebral, a idéia que os diferentes órgaos cerebrais geravam faculdades mentais que eram proporcionais ao tamanho do órgão, a idéia de que todos os órgãos e faculdades eram inatos, noção do tamanho como índice de "potência", a noção de que os órgãos podiam ser identificados externamente pelas observação das bossas do cérebro, entre outras.

Para saber mais:

DAMÁSIO, António R. O Erro de Descartes: Emoção, Razão e o Cérebro Humano. São Paulo: Companhia das Letras, 1996

Imagem:

http://h0bbes.files.wordpress.com/2006/11/phrenology-2.jpg

15 de setembro de 2009

Memória de trabalho e compreensão de textos com refogado de repolho


O ato de aprender a ler envolve a aquisição da habilidade de decodificar uma palavra, que é a habilidade de identificar cada palavra separadamente e a habilidade de compreender o texto escrito, obtendo um coerência entre as idéias e o conhecimento já existente na memória de longo-prazo. Um componente da memória de trabalho relevante nesse processo é a alça fonológica.


Estudos apontam forte ligação entre a memória de trabalho e a habilidade de compreensão de um texto: déficits na memória de trabalho foram encontrados no baixo desempenho em testes que avaliaram a compreensão da leitura, o desempenho de tarefas de memória de trabalho é um bom indicador do nível de compreensão da leitura.

Outros estudos apontam que um adulto ou uma criança com uma fraca compreensão de leitura têm prejuízo em mecanismos inibitórios, por exemplo, lentificação para suprimir significados de palavras ambíguas irrelevantes. Em tarefas de memória, crianças com uma fraca compreensão apresentam grande número de intrusões na evocação das palavras.

Para saber mais:

Alloway, T. P. How does working memory work in the classroom? Educational Research and Reviews, vol. 1(4), p. 134-139, (2006).

De Jong, P. F. Understanding normal and impaired reading development: A working memory perspective. In: Pickering, S.J. (Org). Working memory and education. Elsevier Press, (2006).

Imagem:

http://cyberteca.files.wordpress.com/2008/06/leitura-a-pares1.png

14 de setembro de 2009

Memória de trabalho e falhas na aritmética com suflê de cenouras



A matemática é um domínio complexo em que há a contribuição de uma série de habilidades cognitivas para seu desempenho, cuja uma delas é a memória de trabalho. A relação entre a memória de trabalho e as habilidades aritméticas varia de acordo com a idade das crianças, bem como das tarefas matemáticas. No entanto, estima-se que aproximadamente 3 a 6% de crianças em idade escolar apresentam dificuldades matemáticas.

Evidências de estudos na população normal sugerem que os diferentes componentes de memória de trabalho podem ter papéis especializados na aritmética. Por exemplo, a alça fonológica parece estar envolvida na contagem e na retenção de informação de cálculos complexos. O esboço vísuo-espacial parece estar envolvido em problemas com muitos dígitos onde o conhecimento visual e espacial do posicionamento da coluna é necessária. O papel do executivo central também foi observado. Acredita-se que é responsável por iniciar e orientar o processamento, com a coordenação do desempenho de duas ou mais tarefas separadas, mudança na recuperação de estratégias da memória de longo prazo.

Para saber mais:


Logie, R. H.; Gilhooly, K. J.; Wynn, V. Counting on working memory in arithmetic problem solving. Memory & Cognition, vol. 22, p. 395–410, (1994).

McLean, J. F.; Hitch, G. J. Working memory impairments in children with specific arithmetic learning difficulties. Journal of Experimental Child Psychology, vol. 74, p. 240-260, (1999).

Imagem:

http://daphnecaruanagalizia.com/wp-content/uploads/2009/07/maths.jpg

11 de setembro de 2009

Memória de trabalho e a dificuldade de aprendizagem com gratinado de legumes



Ao longo do desenvolvimento da memória de trabalho, nos é permitido extrair ou adquirir mais informações para usar em todas as nossas atividades do dia-a-dia, assim como, no futuro. Muitas vezes, a memória de trabalho se sobrepõe em parte com outras funções cognitivas, como por exemplo, a memória imediata, a atenção, inteligência fluida, as funções executivas e ao controle de interferência. Este sistema desempenha um papel crucial em muitas formas de cognição complexa tais como a aprendizagem, raciocínio e compreensão da linguagem.

O termo distúrbio de aprendizagem tem sido usado para indicar uma perturbação ou falha na aquisição e utilização de informações ou na habilidade para solução de problemas. Porém, quando essa falha existe, acaba implicando na modificação dos padrões de aquisição, assimilação e transformação, seja por vias internas ou externas ao indivíduo.

Essa falha ou déficit pode envolver algumas habilidades, tais como: linguagem oral (fonologia, morfologia, semântica, sintaxe), leitura (habilidade no uso da palavra, reconhecimento de letras, compreensão), escrita (soletrar, ditado, cópia), matemática (habilidade de cálculo básico, raciocínio matemático) e nas combinações e/ou relações entre elas.


Para saber mais:

Alloway, T. P. How does working memory work in the classroom? Educational Research and Reviews, vol. 1(4), p. 134-139, (2006).

Ciasca, S. M. Distúrbios e dificuldades de aprendizagem: questão de nomenclatura. In: Ciasca S.M. (org). Distúrbios de aprendizagem: Proposta de avaliação interdisciplinar. São Paulo: Casa do Psicólogo, (2003).

Imagem:

http://www.buzzle.com/img/articleImages/331221-40med.jpg

31 de agosto de 2009

Desenvolvimento da Memória de Trabalho com vegetais




O modelo da memoria de trabalho também provou ser uma estrutura útil para caracterizar o desenvolvimento da memória de curto-prazo. Quase todas as medidas da memória de curto-prazo mostram um aumento constante desde a pré-escola até a adolescência.

No caso da alça fonológica, a principal fonte de aumento considerável na memória é o aumento da capacidade de ensaio que permite a criança manter quantidades crescentes de material verbal no armazenador fonológico. Antes dos 7 anos de idade, repetições espontâneas não são viáveis ; portanto, em crianças mais novas, a alça fonológica consiste somente num armazenador fonológico.

A memoria de trabalho visual que é codificada na forma fonológica, como as figuras de objetos familiares, sofre uma mudança importante no desenvolvimento durante os primeiros anos escolares. Crianças mais novas que 7 anos normalmente evocam o esboço visuo-espacial para auxiliar a retirada das formas físicas desses estímulos. Crianças mais velhas, entretanto, tendem a usar a alça fonológica para mediar o desempenho da memória imediata quando possível, e então, recodificar os inputs visuais na forma fonológica de repetição. A base do constante aumento ,ao longo da infância, dos escores em testes de memoria de curto-prazo visuo-espacial que utilizam material que não é fonologicamente codificável ainda não é totalmente compreendido.

Mudanças no desenvolvimento do executivo central tem sido amplamente investigado no contexto de paradigmas de span da memoria complexa que impõe processamento simultaneo e demandas de armazenamento.

Para saber mais:

Gathercole, S.E. e Pickering, S.J. The structure of working memory from 4 to 15 years of age. Developmental Psychology, 2004, v. 40, n.2, 177-190.

Imagem:

http://www.teclasap.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/05/comida.jpg

28 de agosto de 2009

Componentes da Memória de Trabalho com castanha de caju


O sistema tripartite de memória de trabalho proposto por Baddeley em 1974, era dotado de três componentes: o executivo central, a alça fonológíca e o esboço visuo-espacial.

O executivo central (“Central Executive”) atua como controlador da capacidade atencional limitada e supervisiona dois subsistemas de trabalho especializados no processamento e manipulação de quantidades limitadas de informações em domínios altamente específicos: a alça fonológica (“Phonological Loop”), responsável por informações verbais e acústicas e o esboço visuo-espacial (“Visuospatial Scratchpad”), realizando uma função semelhante com a informação espacial e visual.

Em 2000, Baddeley incorpora mais um subcomponente de trabalho ao seu modelo, o retentor ou buffer episódico (“episodic buffer”). Este subcomponente estaria responsável pelo processo de integração da informação verbal e visual quanto da memória de longo prazo, em uma representação episódica única, porém de códigos multidimensionais.

Para saber mais:

Baddeley, A.D. (2000). The episodic buffer: a new component of working memory? Trends in Cognitive Science, 4: 417-423.

Baddeley, A.D. e Hitch, G. (1974). Working Memory. In: Bower, G.A. (ed). Recent advances in learning and motivation. New York: Academic Press.

Imagem:

http://1.bp.blogspot.com/_cvIcKRd4ZvM/Sh4sHkuOwQI/AAAAAAAAAL8/IgJnCMGAkeI/s400/biscoito_quebra_cabeca.jpg

27 de agosto de 2009

Neuroanatomia da Memória de Trabalho com sorvete

Nos últimos anos, o modelo de memória de trabalho ganhou suporte por estudos de neuroimagem e neuropsicológicos os quais identificaram locais neuroanatomicos distintos para os sistemas da memória de trabalho.


Atividades relacionadas a função do executivo central estão associadas com várias regiões dos lobos frontais e também com áreas posteriores (principalmente parietal).

A alça fonológica está relacionada com o circuito neural do hemisfério esquerdo com as áreas parietal inferior (armazenador fonológico) e uma área frontal temporal anterior (associada à reverberação), incluindo a área de Broca, cortex pre-motor e cortex de associação sensório-motor.

Finalmente, a memória de curto-prazo espacial (um componente do esboço visuo-espacial) está associada com a ativação do hemisfério direito nas áreas occipital e frontal inferior.

Para saber mais:

Gathercole, S.E. e Pickering, S.J. The structure of working memory from 4 to 15 years of age. Developmental Psychology, 2004, v. 40, n.2, 177-190.

Imagem:

http://www.bangitout.com/uploads/52icecream.jpg

21 de agosto de 2009

Pilares dos Testes Psicológicos com alecrim


Ao estudar os testes psicológicos, torna-se necessário entender um pouco melhor sobre seus pilares que são eles: constructo, validade, fidedignidade, padronização e adaptação.

O primeiro pilar a ser discutido é o constructo. O constructo é, simplesmente, aquilo que o autor do teste deseja medir; designação de traços, processos, reservas de conhecimento ou características do mesmo.

O segundo é a definição de validade, que é o grau que um instrumento mede a variável que se pretende medir. É a questão fundamental relativa aos escores dos testes e seus usos.

O terceiro é a fidedignidade. Ou confiabilidade. Ela baseia-se na consistência e precisão dos resultados do processo de mensuração. É a qualidade dos escores de um teste, sugerindo se eles são suficientemente consistentes e livres de erros de mensuração para serem úteis.

O quarto a ser estudado é a validação. Ela pode possuir dois sentidos: uniformidade de procedimentos em todos os aspectos importantes da administração, avaliação e interpretação dos testes; e uso de padrões para a avaliação dos resultados - amostra normativa ou padronização.

O último é a adaptação dos mesmos. A adaptação é a determinação de fidedignidade, validade e normas de padronização para o novo contexto.

Para saber mais:

Urbina, S. Fundamentos da testagem psicológica. Porto Alegre: Artmed, 2007.
Slide 34
Imagem:

http://i.olhares.com/data/big/49/493496.jpg
¨
Slide 23
§
Slide 24
n

20 de agosto de 2009

Avaliação Psicológica e seus métodos com castanha de caju

Afinal, o que é avaliação psicológica?

Resumidamente, a avaliação psicológica é um processo investigativo que se inicia a partir de uma demanda/queixa. Além disso, é um procedimento que envolve um corpo organizado de princípios teóricos, métodos e técnicas de investigação.

Entretanto, a escolha das estratégias e dos instrumentos a serem empregados é feita a partir de um referencial teórico, o objetivo e a finalidade (diagnóstico, indicação de tratamento, prevenção...).

Os principais métodos utilizados são: entrevista, observação, dinâmica de grupo, questionários, escalas, inventários e testes psicológicos; que serão empregados de acordo com a teoria escolhida e campo a ser utilizado, seja ele educacional, organizacional, clínico, pesquisa, forense.

Para saber mais:

Alchieri, J.C.; Cruz, R.M. Avaliação Psicológica: conceitos, métodos e instrumentos. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003.

Slide 34 Imagem:

http://verblogando.files.wordpress.com/2008/03/nick_henderson_lupa.jpg
Slide 2

17 de agosto de 2009

E então, para que serve o sono?


Bom, ainda não se conhece a função que o sono desempenha. Contudo, várias funções têm sido atribuídas a ele baseadas em estudos de privação de sono e, mais recentemente, em estudos com imagens funcionais. A ativação e desativação de determinadas áreas do cérebro cujas funções são conhecidas e associadas a estudos de privação do mesmo sugerem que tanto o sono de ondas lentas quanto o sono REM ("rapid eye moviment" - movimento rápido dos olhos) possuem importante papel na memória.

Um grande número de estudos tês sugerido que o sono REM é importante para a consolidação dos processos de aprendizado e memória. Além disso, sabe-se, que as áreas relacionadas ao sono NREM também estão envolvidas em regulação da temperatura corporal, dos processos autonômicos e da regulação de apetite. O sono de ondas lentas pode aumentarr na noite após a prática de exercício físico, sugerindo um papel restaurador físico e o sono REM pode aumentar durante a noite após muita atividade mental, por exemplo, estudo, corroborando seu papel no processo de aprendizado e memória.

Para saber mais:

Alóe, F.; Azevedo, A.P.; Hassan, R. Mecanismos do sono-vigília. Rev. Bras. Psiqu. 27, 2005.

Imagem:

http://assimsimples.files.wordpress.com/2009/01/7118sono1.jpg

11 de agosto de 2009

I Encontro de Psicologia Clínica e Neurociências com Coffee Break



Caros Leitores,

Venho por meio desse post divulgar o I Encontro de Psicologia Clínica e Neurociências reúne o II Simpósio de Pós Graduação e Pesquisa do NNCE (Núcleo de Neuropsicologia Clínica e Experimental – PUC-Rio) e o II Simpósio de TCC da PUC.

Na atualidade, observa-se que a interação entre a Psicologia e as Neurociências está em crescente foco, especialmente na Clínica Psicológica. Com isso, evidencia-se a necessidade de se unir esses dois campos em um Evento que reúna profissionais interessados em explicar e compreender como se dá esta interação.

Público alvo: Profissionais e estudantes de Psicologia Clínica, Medicina, Neurociências e demais profissionais da área.

O I Encontro de Psicologia Clínica e Neurociências ocorrerá nos dias 22 e 23 de Outubro de 2009, das 09h às 18h, no Hotel Gaivotas, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.


Para maiores informações:
www.nnce.org


3 de agosto de 2009

Verbos em Francês com perrier


Acredito que, em todas as línguas, uma das coisas mais difíceis de se aprender são os verbos.
Pesquisando uma maneira fácil de aprendê-los, encontrei no Youtube muitos vídeos ensinando partes do corpo, cores, acessórios, e muitas outras coisas. Escolhi apenas dois para que vocês pudessem através da postagem, ir para os outros links.



Video 1: Verbos



Video 2: Expressões Idiomáticas

30 de julho de 2009

Palavrinhas em Francês com baguette



Bom, esse post foi uma tentativa de colocar umas palavras-chave relacionada à psicologia, mas percebi que muitas palavras são parecidas. Por isso, resolvi postar algumas e colar o link de um site que disponibiliza vários textos clássicos em francês para quem quiser praticar.

Textos em francês -> ABU: La Bibliothèque Universe <http://abu.cnam.fr/>

Alma - Âme
Mente - Esprit
História - Histoire
Psicologia - Psychologie
Psicanálise - Psychanalyse
Clínica - Clinique
Corpo - Corps
Terapia - Thérapie
Loucura - Folie
Pesquisa - Recherche
Paciente - Patient
Ajuda - Aide

Imagem:
http://alegrao.files.wordpress.com/2006/11/baguette.JPG

29 de julho de 2009

Palavrinhas em Francês com croissant




Segue abaixo mais algumas palavras as quais julgo bem importante para ter uma noção geral do texto. Os posts podem estar sendo meio cansativos, mas só quem aprende uma língua nova em poucos meses sabe o quão são importantes...rs.

Durante - Pendant
No meio de - Parmi
No entanto - Pourtant
Quase - Presque
Desde que - Puisque
Qual - Quel
Algum - Quelque
Qualquer - Quelconque
De acordo com - Selon
De repente - Soudain
Todavia - Toutefois
Muito - Très
Às vezes - Parfois
Perto de - Près de
Sobre - Sur
Seja - Soit
Tudo, todo - Tout


Imagem:
http://3.bp.blogspot.com/_KJhoh_l309Y/R6eF2AH1WHI/AAAAAAAAAxY/zo7lorb1E9Q/s320/croissant-coffee.gif

28 de julho de 2009

Palavrinhas em Francês com pão



Esses últimos posts de julho, dedicarei ao meu estudo de francês.
Francês? O que o estudo de francês tem a ver com esse blog?

Bom, em breve, meu mestrado será finalizado e como pretendo dar continuidade ao doutorado, preciso saber para a prova de francês instrumental do processo seletivo =(

Enfim, como está sendo tudo novo para mim, pretendo postar algumas coisinhas que aprendi, também como uma forma de gravar o conteúdo. Espero que seja útil para você também !


Assim - Ainsi
Então - Alors
Enfim - Enfin
Quanto - Combien
Ainda - Encore
Mesmo - Même
Após - Après
Antes - Avant
A propósito - À propos
No entanto - Nèanmoins
Bastante - Assez
Muito - Beaucoup
Pelo contrário - Au contraire
Jamais - Jamais
Apesar de que - Bien que
À medida que - Au fur
Também - Aussi
Antes - Avant
Na opinião de - D´après


Imagem:

http://www.fernandopovoas.com/wp-content/uploads/2009/05/pao.jpg

24 de julho de 2009

Sua Árvore Genealógica com feijoada


Segundo o site Wikipédia, árvore genealógica é um histórico de certa parte dos ancestrais de uma pessoa ou família. Mais especificamente, trata-se de uma representação gráfica genealógica para mostrar as conexões familiares entre indivíduos, trazendo seus nomes e, algumas vezes, datas e lugares de nascimento, casamento, foto e morte.



A partir das minhas andanças pela net, encontrei um site bem legal que constroi sua árvore genealógica de uma maneira bem ilustrativa. A dica é http://www.meusparentes.com.br/.

Para saber mais:

http://www.momentodivertido.com.br/scrapbooking/scrap-decor/arvore-genealogica.html

23 de julho de 2009

Passatempos para as férias com muita bala e pirulito


Julho, mês de férias infantis = pais sem critividade?


Pensando nos pobres pais que já não sabem mais o que fazer com seus filhos durante as férias, resolvi postar uma dica de alguns sites que podem ajudá-los.

Além disso, para os profissionais que trabalham com crianças, são ótimas dicas de atividades quebra-gelo.

*) Blog Passatempos Divertidos
http://passatemposdivertidos.blogspot.com/
Muito legal !!! Sugestão de vários passatempos clássicos que podem ser impressos e realizados junto à criança.

*) Blog Bonecas de Papel
http://bonecasdepapel.blogspot.com/
Ideal para as meninas! Várias bonecas, modelos de roupas e acessórios para serem recortados e montados.

*) Blog Desenhos para Colorir
http://desenhosparacolorir.blogspot.com/
Ótimo para as crianças que gostam de pintar o sete! Todos os desenhos estão disponíveis para serem impressos. Caso você se cadastre no site, você ainda pode receber os desenhos por e-mail.

*) Blog Jogos Online
http://jogosonline.blog.br/
Site com muitos jogos!! Desde jogos educativos até outros com mais ação.

Imagem:

http://www.faqs.org/photo-dict/phrase/968/candy.html

22 de julho de 2009

Crescimento Infantil Digital com mingau


Navegando pela net, encontrei um site super interessante, destinado à todas ao mamães e pessoas afins.

No site "Centralx Saúde", https://www.centralx.com.br/crianca/index.pl, você pode acompanhar o crescimento dos seus filhos com gráficos comparativos adotados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Nele você pode acompanhar o índice de massa corporal, a altura, o peso e o perímetro cefálico, podendo imprimir para futuras consultas no pediatra.

Basta se inscrever no site !

14 de julho de 2009

Nervos Cranianos com muita rúcula e mussarela de bufala





Os nervos cranianos são os que fazem conexão com o encéfalo, onde a maioria liga-se ao tronco encefálico, exceto os nervos olfatório e óptico, que se ligam ao telencéfalo e ao diencéfalo. Ao todo são constituídos de doze pares de nervos que recebem denominações próprias e são numerado em seqüência crânio-caudal.


I - Nervo olfatório (NC1) - Sensitivo = transmitem impulsos relacionados ao olfato.

II - Nervo óptico (NC2) - Sensitivo = transmitem impulsos relacionados à visão.

III - Nervo oculomotor (NC3) - Motor, principalmente = controle dos movimentos dos olhos, pupila e cristalino.

IV - Nervo troclear (NC4) - Motor, principalmente = controle dos movimentos dos olhos.

V - Nervo trigêmeo (NC5) - Misto
a) oftálmico - Sensitivo = transmitem impulsos provenientes dos olhos, glândulas lacrimais, pálpebras superiores.
b) maxilar - Sensitivo = transmitem impulsos provenientes do dentes superiores, da gengiva superior, palato e lábio superior.
c) mandibular - Misto = sensitivas, transmitem impulsos provenientes do couro cabeludo, dos dentes inferiores, da gengiva inferior e da pele da mandíbula; motores, transmitem impulsos aos músculos da mastigação.

VI - Nervo abducente (NC6) - Motor, principalmente = controle dos movimentos dos olhos.

VII - Nervo facial (NC7) - Misto = movimentos da face (mímica facial) e gustação.

VIII - Nervo vestíbulo-coclear (NC8) - Sensitivo = regulação do equilíbrio e audição.

IX - Nervo glossofaríngeo (NC9) - Misto = gustação e sensibilidade geral da língua (tato, dor, temperatura), percepções sensoriais da faringe, laringe e palato.

X - Nervo vago (NC10) - Misto = percepções sensoriais da orelha, faringe, laringe, tórax e vísceras.

XI - Nervo acessório (NC11) - Motor = controle dos movimentos da cabeça e dos ombros.

XII - Nervo hipoglosso (NC12) - Motor = controle dos movimentos da língua e dos músculos da laringe.

Para saber mais:

http://www.icb.ufmg.br/mor/anatoenf/sistema_nervoso.htm

Machado, Ângelo. Neuroanatomia Funcional. São Paulo: Ed. Atheneu, 2002.

Imagem:


http://www.cabuloso.com/Anatomia-Humana/Sistema-Nervoso-SNC/foto/nervos%2520cranianos.gif

13 de julho de 2009

Áreas de Broadmann com sopa de letrinhas



Atenção: Abaixo serão citadas apenas algumas áreas.
Para maiores detalhes consultar o livro da referência.



* Lobo Frontal


4 - Giro pré-central motora (movimentos grossos)
6 - Área pré-motora (movimentos 'delicados')
8 - Área motora visual (movimentos oculares)
9, 10, 11 - Área pré-frontal (planejamento, FE)
44 - Área motora da fala (Broca)

* Lobo Parietal

3, 1, 2 - Área somestésica primária (tato, temperatura)
43 - Área gustativa
5, 7 - Área somestésica secundária


* Lobo Parieto-Temporal

39, 40 - Giro angular supramarginal (compreensão da linguagem ligada à Wernicke)


* Lobo Temporal

41 - Área sensorial auditiva primária (ouvir som)
42 - Área sensorial auditiva secundária (reconhecimetno som)
22 - Área de Wernicke (compreensão da linguagem)
20, 21, 37 - Área secundária da visão
38 - Memória de curto prazo

* Lobo Occipital

17 - Área primária da visão
18, 19 - Área secundária da visão

Para saber mais:

Machado, Ângelo. Neuroanatomia Funcional. São Paulo: Ed. Atheneu, 2002.

30 de junho de 2009

Síndrome de Burnout com muito café preto



Podemos definir síndrome de Burnout como sendo uma das consequências mais marcantes do estresse no trabalho, caracterizando-se por exaustão emocional, depressão, desinteresse, frustração, angústia, avaliação negativa de si mesmo e insensibilidade com relação a quase tudo e todos. Seus principais sintomas são: fortes dores de cabeça, tonturas, oscilações de humor, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, problemas digestivos.



A síndrome de Burnout vem do inglês “to burn out”, queimar por completo, também chamada de síndrome do esgotamento profissional, denominada pelo psicanalista Freudenberger no início dos anos 70. Isto é, a pessoa consome-se fisica e emocionalmente, passando a apresentar comportamentos citados acima.

Os principais fatores que se associam ao desenvolvimento dessa síndrome estão ligados à pouca autonomia no desempenho profissional, problemas de relacionamento com as chefias, problemas de relacionamento com colegas ou clientes, conflito entre trabalho e família, sentimento de desqualificação e falta de cooperação da equipe.

Para saber mais:

Ballone GJ -Síndrome de Burnout - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, revisto em 2005

http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Burnout

Imagem:

http://rondacamocim.blogspot.com/2011/06/burnout-entre-os-policiais-o-que-e-isso.html

29 de junho de 2009

Fatores Motivadores que Geram Satisfação com chocolate meio-amargo



O que realmente estimulam as pessoas no ambiente de trabalho?

A capacidade de alcançar tais fatores depende muito do prazer no trabalho e do envolvimento de cada um. Quanto maior o envolvimento, maior a satisfação com as conquistas do dia-a-dia. Esses fatores motivadores são construídos a partir do crescimento e da auto-realização que cada membro da equipe extrai de suas tarefas.



Quais são os motivadores que geram satisfação?

1) Conquistas - alcançar ou ultrapassar os objetivos de uma tarefa importante envolve um impulso.

2) Avanços - promoções e prêmios pelas conquistas são muito importantes. Acredito que o maior fator de motivação para uma pessoa é sentir a possibilidade de progresso.

3) Interesse - ter um trabalho que oferece satisfação para as pessoas e para o grupo como um todo, constitui uma grande força motivacional.

4) Reconhecimento - o reconehcimento das conquistas pelos superiores é altamente motivacional, pois auxilia a fortalecer a auto-estima.

5) Responsabilidade - A possibilidade de exercer autoridade e o poder exige as capacidades de comando, de correr riscos e de auto-gestao. Todos esses elementos estimulam a auto-estima e motivam quem assume novas responsabilidades.

Para saber mais:


Heller, R. Como motivar pessoas. Seu guia de estratégia profissional. Publifolha, 1999.

Imagem:

http://www.redepsi.com.br/portal/uploads/img46a51ef19e4c1.jpg

26 de junho de 2009

Mas e depois? O que fazer com com os documentos? acompanhados com torradas


Depois dos documentos serem elaborados e entregues ao solicitante, o que fazer com eles? Qual a duração de sua validade?

Os documentos apresentam um prazo de validade que deverá considerar a legislação vigente nos casos definidos. Não havendo definição legal, o psicólogo definirá o prazo de validade em função das características avaliadas, das informações obtidas e dos objetivos da avaliação. Entretanto, quando não for possível a indicação do prazo, informará o caráter situacional e temporal dos dados.

Todo material utilizado na avaliação deverão ser guardados pelo prazo mínimo de 5 anos, observando-se a responsabilidade por eles tanto do psicólogo quanto da instituição em que ocorreu a avaliação psicológica. Este prazo pode variar para os casos previstos em lei, por solicitação judicial, ou casos específicos em que seja necessária a manutenção por um tempo maior. Caso o serviço psicológico seja extinto, o material e os documentos devem ficar em posse do psicólogo responsável que os manterá sob sua guarda.

Para saber mais:

Resolução do CFP nº 30/2001.

Imagem:

http://www.zapte.com/attachments/Image/Arquivo_caixas.jpg

25 de junho de 2009

Documentos decorrentes da avaliação psicológica com manjericão roxo


Segunda a resolução do CFP, podemos elaborar cinco tipos de documentos que são decorrentes da avaliação psicológica: 1) atestado psicológico, 2) declaração, 3) relatório psicológico, 4) parecer psicológico e 5) laudo psicológico.



* Atestado psicológico
É um documento utilizado para comprovação do estado psicológico ou outra informação referente à pessoa atendida. Objetivo: Afirmar como testemunha, por escrito, a informação ou estado psicológico; Justificar flta e/ou impedimento do solicitante; Solicitar afastamento e/ou dispensa do solicitante.

* Declaração
É um documento utilizado para comprovação do estado psicológico ou outra informação referente à pessoa atendida. Objetivo: Declarar comparecimento do atendido; Declarar o acompanhamento psicológico; Informações diversas (tempo de acompanhamento, dias ou horários).

* Relatório Psicológico
É uma exposição escrita, minunciosa e histórica dos fatos relativos à avaliação psicológica. Objetivo: Apresentar os resultados, conclusões e encaminhamentos, subsidiados em dados colhidos e analisados através de um instrumental teórico (teste, entrevista, dinâmicas, observação, intervenção verbal etc), a partir de um referencial técnico-filosófico e científico, adotado pelo psicológo.

* Parecer Psicológico
É uma manifestação técnica fundamentada e resumida sobre uma questão do campo psicológico.
Objetivo: Apresentar resposta esclarecedora através de uma avaliação técnica especializada, de uma "questão-problema", vissando à eliminação de dúvidas que interfiram na decisão.

* Laudo Psicológico
É um relato suscinto, sistemático, descritivo, interpretativo de um exame (ou vários) que descreve ou interpreta dados. Objetivo: Apresentar diagnóstico e/ou prognóstico, visando fornecer orientações, subsidiar decisões ou encaminhamentos, a partir de uma avaliação psicológica.

Para saber mais:

Resolução do CFP nº 30/2001.

Imagem:

http://www.doceshop.com.br/blog/como-organizar-e-arquivar-documentos-gerados-na-empresa/

24 de junho de 2009

E depois da avaliação psicológica? Documentos decorrentes da avaliação com queijo ralado


Bom, a avaliação psicológica nada mais é do que um processo científico de coleta de dados, estudos e interpretação de informações a respeito das dimensões psicológicas dos indivíduos e grupos através de estratégias psicológicas - métodos, técnicas e instrumentos - com objetivos bem definidos, que possa atender diversas finalidades visando subsidiar tomadas de decisão.

Mas e depois que a avaliação psicológica é realizada, o que fazemos com todas essas informações?

Após a realização dessa avaliação, dependendo do objetivo, realizamos a elaboração de um atestado psicológico, uma declaração, relatório psicológico, parecer psicológico ou laudo psicológico.

Para padronização dos documentos e facilitação na elaboração dos mesmos, o Conselho Federal de Psicologia elaborou um manual. De acordo com a resolução do CFP nº30/2001, esse manual está dividido em cinco partes: 1) princípios norteadores da elaboração documental, 2) modalidades de documentos, 3) conceito/finalidade/estrutura/modelos, 4) validade dos documentos e 5) guarda dos documentos.

Para saber mais:

Resolução do CFP nº 30/2001.

Imagem:

http://meumundoamigo.blogspot.com/2009/11/aprendendo-tecnicas-eficazes-de.html

16 de junho de 2009

Ao mestre com carinho regado com muito de suco de maracujá



Dedico essa postagem à todos meus amigos do mestrado e doutorado que realizam suas atividades no estágio em docência.


A idéia de seguir a linha acadêmica sempre me foi agradável, mas desde minha entrada no mestrado, pude perceber algumas mudanças, alguns fatos que me fizeram refletir sobre toda essa rotina. Não darei conselhos, nem dicas, apenas um momento de desabafo...ou sei-lá-o-que.

Afinal, qual nosso papel enquanto professores (ou aspirantes do mesmo)? Dar aulas não é educar? Não é levar o conhecimento? Não é tentar encontrar n maneiras de ensinar quando o conteúdo é chato ou difícil? Entreter sem ser redundante ou superficial? É conseguir trazer a atenção daquele aluno disperso? É passar horas planejando uma aula e ficar feliz por receber um elogio no fim da mesma? Na realidade, creio que ensinar seja isso e um pouco mais, não?!

Outro semestre está terminando e vem novamente esse sentimento de orgulho de si mesmo e do pouco que você pôde passar durantes esses meses. Sinto-me muito feliz e realizada quando uma disciplina acaba e você tem certeza de que contribuiu (um pouco, pelo menos) para a formação daquele profissional, daquele indivíduo.

Mesmo que algumas aulas não tenham saído da maneira que planejávamos, mesmo que os alunos não tenham se entusiasmado com o conteúdo, mesmo que aquela gripe tenha prejudicado nossa performance, mesmo que aquele semestre tenha tido muitos feriados... É ter a certeza de que, apesar dos altos e baixos, ninguém está isento de uma aula ruim, mas continua tentando mesmo assim =)

Ser um quase professor é ainda ter esse brilho nos olhos, é conversar na hora do almoço sobre uma aula bem dada, é querer inovar a cada disciplina nova, é postar sobre o assunto...rs.

15 de junho de 2009

Tabela de Testes Paramétricos e Não-Paramétricos com caldinho de feijão


*) Para uma única amostra aleatória
- Paramétrico: Teste “t” para uma amostra
SPSS: Analyze> Compare Means> One Sample T Test
- Não-paramétrico: Teste dos sinais e Teste dos sinais de Wilcoxon (signed-ranks)
SPSS: Analyze> Nonparametric tests> 2 Related Samples

*) Para duas amostras aleatórias emparelhadas
- Paramétrico: Teste “t” pareado
SPSS: Analyze> Compare Means> Paired-Samples T Test
- Não-paramétrico: Teste dos sinais e Testes dos sinais em postos de Wilcoxon
SPSS: Analyze> Nonparametric tests> 2 Related Samples

*) Para duas amostras aleatórias independentes
- Paramétrico: Teste “t” para amostras independentes
SPSS: Analyze> Compare Means> Independent Samples T Test
- Não-paramétrico: Teste U de Mann-Whitney e Teste de Wilcoxon para soma de postos
SPSS: Analyze> Nonparametric tests> 2 Independent Samples

*) Para três ou mais amostras
- Paramétrico: Análise de Variância One-way (ANOVA)
SPSS: Analyze> Compare Means> One-Way ANOVA
- Não-paramétrico: Teste de Kruskal-Wallis
SPSS: Analyze> Nonparametric tests> K Independent Samples

Para saber mais:

http://www.pucrs.br/fefid/pos/desportos/disciplinas/metodologia/estatisticabasicaanova.pdf
http://www.pucrs.br/fefid/pos/desportos/disciplinas/metodologia/testete%20equivalentesnaoparametricos.pdf

Imagem:
http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/06/numbers.jpg

8 de junho de 2009

As vantagens e desvantagens dos testes não-paramétricos com sanduíche de atum


Por que utilizar as técnicas não-paramétricas?

1) Quando não se conhece a distribuição dos dados na população é a mais apropriada. Além disso, são úteis quando essa distribuição é assimétrica e não se deseja realizar uma transformação dos dados, quando existe heterogeneidade nas variâncias ou quando na comparação entre tratamentos, a distribuição é gaussiana em alguns grupos e assimétrica em outros.

2) Quando a variável é medida em escala ordinal são os mais indicados.

3) Quando as exigências das técnicas clássicas não podem ser satisfeitas, os métodos não paramétricos são mais eficientes do que os testes paramétricos.

Por que não utilizar as técnicas não-paramétricas?

1) Quando utilizados em dados que satisfazem as exigências dos testes clássicos, os métodos não-paramétricos apresentam uma eficiência menor. Isto é, para se detectar uma diferença real entre duas populações por um teste não-paramétrico, o tamanho amostral deve ser um pouco maior do que seria necessário cm um teste clássico.

2) Para alguns autores, os testes não-paramétricos extraem menos informação do experimento porque são técnicas empregadas em dados mensurados em escalas não-quantitativas (ou dados quantitativos reduzidos para uma escala qualitativa ordenável).

3) Uma análise não-paramétrica pode constituir uma operação cansativa, porém, simples, se a quantidade de dados for grande. Caso tenha um programa para computador que realize essas análise, não há problema.

Para saber mais:

Sidia M. Callegari-Jacques. Bioestatística. Princípios e Aplicações. Porto Alegre: Artmed, 2003.

Imagem:


http://www.overmundo.com.br/_banco/img/1187906676_gato_branco_gato_preto_4_001.jpg