29 de abril de 2009

Desenvolvimento das Funções Visuais Básicas com bolo de brigadeiro


Para perceber os objetos e eventos no ambiente, as crianças devem ser capazes de discernir detalhes, movimentos e distinguir os diferentes níveis de brilho, cores, texturas, assim como a detecção de objetos em profundidade. Além disso, devem ser capazes de dirigir sua atenção visual para a seleção de alvos. Estudos com recém-nascidos têm revelado que já nascem com essas habilidades bem rudimentares, havendo uma rápida melhoria nos primeiros meses de vida. O desenvolvimento da percepção do movimento é um pouco mais complexo, devido à natureza variada da informação do movimento em si.

A acuidade visual é bastante pobre no nascimento, melhrorando rapidamente ao longo dos próximos meses, junto com a sensibilidade e contraste do comprimento de onda. O estudo dessas funções visuais indica que a visão, por volta dos 6-8 meses depois do nascimento, caracteriza-se quase ao nível de um adulto. Entretanto, outras capacidades visuais continuam a se desenvolver durante meses e até anos.

Da mesma forma, a percepção da profundidade parece se desenvolver de um modo pontual. A primeira pista sobre a profundidade é que bebês são sensíveis à informações cinéticas de profundidade em torno dos 2 meses após o nascimento. A segunda pista é que os bebês se tornam sensíveis à disparidade binocular (também chamado de estereopsia). A disparidade binocular é útil no fornecimento de informaçoes sobre as distâncias dos objetos dentro de seu alcance.

Apesar de existirem tantas pistas sobre profundade pictóricas, a capacidade de extrair informações sobre a profundade aparece aos 5-7 meses. Aos 7 meses, os bebês têm quase totalmente a habilidade de percepção em profundidade desenvolvida, provavelmente ligada ao progresso do desenvolvimento das habilidades básicas, tais como obtenção de objetos e locomoção independente.

Para saber mais:

Johnson, S.P; Hannon, E.E.; Amso, D. Perceptual Development. Em: Hopkins, B. Cambridge Encyclopedia of Child Development. Cambridge University Press, 2005.

Imagem:

http://blog.cancaonova.com/eventos/files/2007/10/olhos1.jpg

28 de abril de 2009

Crescimento Pós-Natal Cerebral 2 com rocambole de morango



Dando continuidade ao crescimento pós-natal cerebral, falaremos nessa postagem sobre mielinização e aumento da ramificação dos dendritos.

O processo de mielinização diz respeito ao aumento das mielinas, aumentando também a velocidade da condução axonal. Esse processo ocorre em diversas áreas do cérebro humano durante o desenvolvimento correspondente ao seu desenvolvimento funcional. Por exemplo: a mielinização de áreas sensoriais ocorre nos primeiros meses após o nascimento. Enquanto o das áreas motoras se processa logo a seguir, ao passo que a mielinização do córtex pré-frontal vai até a adolescência.

De uma maneira geral, o padrão de ramificação dendrítica duplica o padrão original de migração neural. Assim como as células das camadas mais profundas são as primeiras a migrar para sua posição - e as células de camadas mais superficiais migram através delas para assumir suas posições. A ramificação dos dendritos progride das camadas mais profundas para as mais superficiais.

Para saber mais:

Pinel, J.P.J. Biopsicologia. Porto Alegre: Artmed, 2005.

Imagem:

http://3.bp.blogspot.com/_Nir4jCVUOKk/RifODA3pwkI/AAAAAAAAADc/cCkNC1mRPaI/s400/fig2.jpg

27 de abril de 2009

Crescimento Pós-Natal do Cérebro com suspiro



Após o nascimento, o cérebro humano cresce de maneira substancial - entre o nascimento e idade adulta, seu tamanho quadruplica. Entre tanto, esse aumento não resulta do desenvolvimento de mais neurônios, exceto estruturas como o bulbo olfativo e o hipocampo. Todos os neurônios que irão compor o cérebro adulto, já se desenvolveram e migraram para as suas localizações no sétimo mês de desenvolvimento pré-natal. O crescimento pós-natal cerebral parece resultar em três tipos de crescimento: a sinaptogênese (formação de novas sinapses), a mielinização de muitos axônios e o aumento na ramificação dos dendritos.

Parece haver um aumento na taxa de formação de sinapses ao longo do córtex humano logo após o nascimento, mas são verificadas diferenças entre as regiões corticais no decorrer do desenvolvimento. Nos córtices visual e auditivo primário, há uma grande ocorrência de sinaptogênese no quarto mês pós-natal e a densidade máxima das sinapses é atingida no sétimo ou oitavo mês, à medida que a sinaptogênse no córtex pré-frontal ocorre constantemente, atingindo a densidade máxima de sinapses no segundo ano.

Para saber mais:

Pinel, J.P.J. Biopsicologia. Porto Alegre: Artmed, 2005.

Imagem:

http://sinapses.nervosas.zip.net/images/neuronios2.jpg

26 de abril de 2009

Inteligência Sensório-Motora (Parte 2: 8-24 meses) com biscoito



Ao longo dos meses, o bebê continua acumulando conhecimento sensório-motor. No subestágio 4 (8-12 meses), os esquemas secundários construídos no subestágio anterior irão se multiplicar e vão se combinar entre si. O bebê vê um objeto de seu interesse e vai ao seu encontro - a conduta é intencional. Nessa fase, também imitam gestos e sons novos para ele.

No subestágio 5 (12-18 meses), a causalidade se torna mais objetivo, a relação meio-fins fica mais eficaz ( a construção das relações espaciais também ganhou em objetividade), e a imitação dos modelos também se aperfeiçoa de maneira notável.

Finalmente, no subestágio 6 (18-24 meses), o bebê já está situado entre seu passado sensório-motor e seu futuro simbólico. Nesse estágio, a representação precede a ação, dando um grande salto qualitativo. Ele não tem apenas esquemas novos, mas esquemas diferentes (mentais, simbólicos).

Para saber mais:

Coll, Marchesi, Palácios et al. Desenvolvimento psicológico e educação: Psicologia Evolutiva - Vol. 1. Porto Alegre: Artmed, 2004.

Imagem:

http://aldoadv.files.wordpress.com/2007/06/crianca-comendo.jpg

24 de abril de 2009

Inteligência Sensório-Motora (Parte 1: 0-8meses) com bolinhos de chuva



Para Jean Piaget, o recém-nascido inicia sua trajetória com um repertório simples, porém eficaz: alguns reflexos inatos, adaptação e equilíbros crescentes. Ele acreditava que nos bebês havia um tipo de inteligência baseada na percepção da realidade e ação motora sobre ela, assim como o estabelecimento de um fronteira entre a inteligência simbólica posterior (representação mental e linguagem) e a inteligência pré-simbólica dos bebês. Piaget caracterizou essa inteligência em 6 subestágios.

Durante os primeiros quatro meses de vida, a atividade se dá em torno de seu corpo, sem aparente interesse ou capacidade para se relacionar com os objetos a sua volta - egocentrismo do recém nascido segundo Piaget. A principal atividade dos dois primeiros subestágios (0-1 mês e 1-4 meses) gira em torno do exercício dos reflexos inatos, de sua repetição, de sua combinação e diversificação.

O subestágio 3 (4-8 meses) é marcada pelo início do que poderíamos denominar de extroversão cognitiva do bebê, ou seja, a superação do egocentrismo inicial. A criança começa a perceber que suas ações provocam consequencias interessantes e procura repetí-las para conseguir os sons.

Para saber mais:

Coll, Marchesi, Palácios et al. Desenvolvimento psicológico e educação: Psicologia Evolutiva - Vol. 1. Porto Alegre: Artmed, 2004.

Imagem:

http://files.nireblog.com/blogs3/nalua/files/chuva.jpg

23 de abril de 2009

Equipe NNCE - Neuropsicologia Infantil com pão de mel


Passei meses escrevendo sobre os mais variados assuntos que permeiam o meu mestrado: minhas leituras da docência, meus rascunhos da dissertação, incansáveis estudos de estatísticas, revisões de psicopatologia, entre outros. Entretanto, só nesse ano de 2009 pude contar com uma equipe, que assim como eu, estava voltada para a neuropsicologia infantil.

Para que minha dissertação sobre o 'Desenvolvimento e maturação das funções cognitivas em crianças em idade escolar' pudesse ser realizada, conto com a preciosa ajuda de uma equipe: Luciana Brooking (http://fotolog.terra.com.br/brooking), também mestranda da PUC-Rio e, Raphael Suwwan (http://raphaelsuwwan.blogspot.com), bolsista de iniciação científica da Faperj - PUC-Rio.

Desde já e sempre, agradeço a imensa ajuda que ambos tem me proporcionado. Mas acima de tudo, o companheirismo nos períodos mais turbulentos, por assim dizer, do mestrado.

Atenciosamente,
Emmy Uehara

Imagem:
http://fc05.deviantart.com/fs39/i/2008/319/8/2/At_the_Hive_2_by_dalantech.jpg

8 de abril de 2009

Pesquisa Explicativa com doce de abóbora



A pesquisa explicativa tem como objetivo registrar, analisar e interpretar os fenômenos que são estudados, mas além disso, visa identificar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos. É o tipo de pesquisa que mais aprofunda o conhecimento, pois explica a razão e a causa desses fenômenos.

Esse tipo de pesquisa pode ser a continuação de uma pesquisa descritiva, pois a identificação dos fatores que determinam um fenômeno, exigem que esse esteja suficientemente descrito e detalhado.


Para saber mais:
www.unilestemg.br/fapemig/formularios_fapemig/demaisformularios/formestruturaprojetopesqu.doc


Imagem:
http://raphaelfraga.files.wordpress.com/2009/03/pontos_de_interrogacao_surpresa.jpg

7 de abril de 2009

Pesquisa Descritiva com doce de mamão



A pesquisa descritiva tem como objetivo principal a descrição das características de determinada população ou fenômeno (distribuição de sexo, características de uma comunidade, índice de criminalidade, levantamento de opiniões, entre outros).

Uma de suas características mais marcantes está nas técnicas de coleta de dados, como a observação, análise e descrição objetiva, formulário, entrevistas e questionário, por exemplo: pesquisas do IBGE. Essa pesquisa pode ser realizada através da pesquisa documental, de campo, de motivação, de opinião.

Nessa pesquisa, os dados são observados e registrados, sem interferência do observador. Existem algumas pesquisas descritivas que não só identificam a relação entre as variáveis, mas também, pretendem determinar a natureza dessa relação, tendendo a uma pesquisa explicativa.

Para saber mais:
www.unifa.aer.mil.br/ecemar/pesquisa/aulas/classificacao%20das%20pesquisas.ppt
www.fea.fumec.br/biblioteca/acad_tipos_pesquisa.php

Imagem:
http://masquenada.files.wordpress.com/2008/12/cachorro-de-oculos_1202_1152x864.jpg