31 de agosto de 2009

Desenvolvimento da Memória de Trabalho com vegetais




O modelo da memoria de trabalho também provou ser uma estrutura útil para caracterizar o desenvolvimento da memória de curto-prazo. Quase todas as medidas da memória de curto-prazo mostram um aumento constante desde a pré-escola até a adolescência.

No caso da alça fonológica, a principal fonte de aumento considerável na memória é o aumento da capacidade de ensaio que permite a criança manter quantidades crescentes de material verbal no armazenador fonológico. Antes dos 7 anos de idade, repetições espontâneas não são viáveis ; portanto, em crianças mais novas, a alça fonológica consiste somente num armazenador fonológico.

A memoria de trabalho visual que é codificada na forma fonológica, como as figuras de objetos familiares, sofre uma mudança importante no desenvolvimento durante os primeiros anos escolares. Crianças mais novas que 7 anos normalmente evocam o esboço visuo-espacial para auxiliar a retirada das formas físicas desses estímulos. Crianças mais velhas, entretanto, tendem a usar a alça fonológica para mediar o desempenho da memória imediata quando possível, e então, recodificar os inputs visuais na forma fonológica de repetição. A base do constante aumento ,ao longo da infância, dos escores em testes de memoria de curto-prazo visuo-espacial que utilizam material que não é fonologicamente codificável ainda não é totalmente compreendido.

Mudanças no desenvolvimento do executivo central tem sido amplamente investigado no contexto de paradigmas de span da memoria complexa que impõe processamento simultaneo e demandas de armazenamento.

Para saber mais:

Gathercole, S.E. e Pickering, S.J. The structure of working memory from 4 to 15 years of age. Developmental Psychology, 2004, v. 40, n.2, 177-190.

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28 de agosto de 2009

Componentes da Memória de Trabalho com castanha de caju


O sistema tripartite de memória de trabalho proposto por Baddeley em 1974, era dotado de três componentes: o executivo central, a alça fonológíca e o esboço visuo-espacial.

O executivo central (“Central Executive”) atua como controlador da capacidade atencional limitada e supervisiona dois subsistemas de trabalho especializados no processamento e manipulação de quantidades limitadas de informações em domínios altamente específicos: a alça fonológica (“Phonological Loop”), responsável por informações verbais e acústicas e o esboço visuo-espacial (“Visuospatial Scratchpad”), realizando uma função semelhante com a informação espacial e visual.

Em 2000, Baddeley incorpora mais um subcomponente de trabalho ao seu modelo, o retentor ou buffer episódico (“episodic buffer”). Este subcomponente estaria responsável pelo processo de integração da informação verbal e visual quanto da memória de longo prazo, em uma representação episódica única, porém de códigos multidimensionais.

Para saber mais:

Baddeley, A.D. (2000). The episodic buffer: a new component of working memory? Trends in Cognitive Science, 4: 417-423.

Baddeley, A.D. e Hitch, G. (1974). Working Memory. In: Bower, G.A. (ed). Recent advances in learning and motivation. New York: Academic Press.

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27 de agosto de 2009

Neuroanatomia da Memória de Trabalho com sorvete

Nos últimos anos, o modelo de memória de trabalho ganhou suporte por estudos de neuroimagem e neuropsicológicos os quais identificaram locais neuroanatomicos distintos para os sistemas da memória de trabalho.


Atividades relacionadas a função do executivo central estão associadas com várias regiões dos lobos frontais e também com áreas posteriores (principalmente parietal).

A alça fonológica está relacionada com o circuito neural do hemisfério esquerdo com as áreas parietal inferior (armazenador fonológico) e uma área frontal temporal anterior (associada à reverberação), incluindo a área de Broca, cortex pre-motor e cortex de associação sensório-motor.

Finalmente, a memória de curto-prazo espacial (um componente do esboço visuo-espacial) está associada com a ativação do hemisfério direito nas áreas occipital e frontal inferior.

Para saber mais:

Gathercole, S.E. e Pickering, S.J. The structure of working memory from 4 to 15 years of age. Developmental Psychology, 2004, v. 40, n.2, 177-190.

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21 de agosto de 2009

Pilares dos Testes Psicológicos com alecrim


Ao estudar os testes psicológicos, torna-se necessário entender um pouco melhor sobre seus pilares que são eles: constructo, validade, fidedignidade, padronização e adaptação.

O primeiro pilar a ser discutido é o constructo. O constructo é, simplesmente, aquilo que o autor do teste deseja medir; designação de traços, processos, reservas de conhecimento ou características do mesmo.

O segundo é a definição de validade, que é o grau que um instrumento mede a variável que se pretende medir. É a questão fundamental relativa aos escores dos testes e seus usos.

O terceiro é a fidedignidade. Ou confiabilidade. Ela baseia-se na consistência e precisão dos resultados do processo de mensuração. É a qualidade dos escores de um teste, sugerindo se eles são suficientemente consistentes e livres de erros de mensuração para serem úteis.

O quarto a ser estudado é a validação. Ela pode possuir dois sentidos: uniformidade de procedimentos em todos os aspectos importantes da administração, avaliação e interpretação dos testes; e uso de padrões para a avaliação dos resultados - amostra normativa ou padronização.

O último é a adaptação dos mesmos. A adaptação é a determinação de fidedignidade, validade e normas de padronização para o novo contexto.

Para saber mais:

Urbina, S. Fundamentos da testagem psicológica. Porto Alegre: Artmed, 2007.
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20 de agosto de 2009

Avaliação Psicológica e seus métodos com castanha de caju

Afinal, o que é avaliação psicológica?

Resumidamente, a avaliação psicológica é um processo investigativo que se inicia a partir de uma demanda/queixa. Além disso, é um procedimento que envolve um corpo organizado de princípios teóricos, métodos e técnicas de investigação.

Entretanto, a escolha das estratégias e dos instrumentos a serem empregados é feita a partir de um referencial teórico, o objetivo e a finalidade (diagnóstico, indicação de tratamento, prevenção...).

Os principais métodos utilizados são: entrevista, observação, dinâmica de grupo, questionários, escalas, inventários e testes psicológicos; que serão empregados de acordo com a teoria escolhida e campo a ser utilizado, seja ele educacional, organizacional, clínico, pesquisa, forense.

Para saber mais:

Alchieri, J.C.; Cruz, R.M. Avaliação Psicológica: conceitos, métodos e instrumentos. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003.

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17 de agosto de 2009

E então, para que serve o sono?


Bom, ainda não se conhece a função que o sono desempenha. Contudo, várias funções têm sido atribuídas a ele baseadas em estudos de privação de sono e, mais recentemente, em estudos com imagens funcionais. A ativação e desativação de determinadas áreas do cérebro cujas funções são conhecidas e associadas a estudos de privação do mesmo sugerem que tanto o sono de ondas lentas quanto o sono REM ("rapid eye moviment" - movimento rápido dos olhos) possuem importante papel na memória.

Um grande número de estudos tês sugerido que o sono REM é importante para a consolidação dos processos de aprendizado e memória. Além disso, sabe-se, que as áreas relacionadas ao sono NREM também estão envolvidas em regulação da temperatura corporal, dos processos autonômicos e da regulação de apetite. O sono de ondas lentas pode aumentarr na noite após a prática de exercício físico, sugerindo um papel restaurador físico e o sono REM pode aumentar durante a noite após muita atividade mental, por exemplo, estudo, corroborando seu papel no processo de aprendizado e memória.

Para saber mais:

Alóe, F.; Azevedo, A.P.; Hassan, R. Mecanismos do sono-vigília. Rev. Bras. Psiqu. 27, 2005.

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11 de agosto de 2009

I Encontro de Psicologia Clínica e Neurociências com Coffee Break



Caros Leitores,

Venho por meio desse post divulgar o I Encontro de Psicologia Clínica e Neurociências reúne o II Simpósio de Pós Graduação e Pesquisa do NNCE (Núcleo de Neuropsicologia Clínica e Experimental – PUC-Rio) e o II Simpósio de TCC da PUC.

Na atualidade, observa-se que a interação entre a Psicologia e as Neurociências está em crescente foco, especialmente na Clínica Psicológica. Com isso, evidencia-se a necessidade de se unir esses dois campos em um Evento que reúna profissionais interessados em explicar e compreender como se dá esta interação.

Público alvo: Profissionais e estudantes de Psicologia Clínica, Medicina, Neurociências e demais profissionais da área.

O I Encontro de Psicologia Clínica e Neurociências ocorrerá nos dias 22 e 23 de Outubro de 2009, das 09h às 18h, no Hotel Gaivotas, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.


Para maiores informações:
www.nnce.org


3 de agosto de 2009

Verbos em Francês com perrier


Acredito que, em todas as línguas, uma das coisas mais difíceis de se aprender são os verbos.
Pesquisando uma maneira fácil de aprendê-los, encontrei no Youtube muitos vídeos ensinando partes do corpo, cores, acessórios, e muitas outras coisas. Escolhi apenas dois para que vocês pudessem através da postagem, ir para os outros links.



Video 1: Verbos



Video 2: Expressões Idiomáticas