19 de dezembro de 2008

Enfim, Férias.... =)







Obrigada pelo carinho de todos nesses meses de postagem !
Mestrandos não têm muita vida, mas também merecem férias...
Ficarei fora durante alguns dias. Em breve, estarei de volta =)
Boas Festas e Férias à todo o Povo Sofrido da Pós !!!

17 de dezembro de 2008

Normas para a Utilização e Padronização do Teste com mingau


Depois que todos os critérios anteriores sejam satisfeitos, dá-se início ao último procedimento, que tem como seu objetivo o estabelecimento de normas para a utilização do teste: constituição do instrumento, elaboração da forma de aplicação e classificação dos resultados.

O primeiro item diz respeito à constituição do instrumento. Ou seja, como ele deve ser apresentado, qual o número de páginas que deve conter, qual o tipo de papel, qual a disposição dos itens.

O segundo item diz respeito à elaboração da forma de aplicação do teste. Isto é, para que faixa etária e escolaridade ele é mais indicado, se deve ser aplicado em grupo ou individualmente.

O terceiro e último item é a classificação dos resultados. Ele diz respeito as normas de resultados (percentil, quartil, escores padronizados ou classificação), qual é a maneira mais adequada e como se pode obtê-la. Esse item tem caráter temporário na manutenção de suas condições, sendo necessário uma atualização de tempos em tempos, para garantir as possíveis variações, tais como as culturais.

Para saber mais:

Andrade, V.M.; Santos, F.H.; Bueno, O.F.A. Neuropsicologia Hoje. São Paulo: Artes Médicas, 2004.

Anastasi, A e Urbina, S. Testagem Psicológica (7 ed). Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.

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16 de dezembro de 2008

Precisão ou Fidedignidade de um Teste com bacon



O termo fidedignidade sugere confiabilidade. A fidedignidade se baseia na consistência e precisão dos resultados do processo de mensuração. Para que o usuário do teste tenha certeza de que os escores são consistentes, esses mesmos testes devem ser aplicados nos mesmos indivíduos e grupos, mostrando-se então razoavelmente precisos. Isto é, a confiabilidade de uma medida é a confiança que a mesma inspira aplicando-se no mesmo sujeito e produzindo os mesmos resultados.

De um modo geral, uma medida fidedigna é consistente e precisa porque fornece medida estável da variável. Um ótimo exemplo é dado no artigo de Gilberto Martins: " Se um sujeito é confiável, provavelmente você quer dizer que ele é fidedigno, consistente - se a pessoa diz uma coisa hoje, dirá a mesma coisa amanhã." Caso ela narre um fato hoje, não deverá narrar versões diferentes em outros dias. No caso de um instrumento é igual, se ele é fidedigno, também apresentará o mesmo resultados em outros momentos, quantas vezes for necessário.

O problema mais citado na avaliação dos resultados de mensurações é a definição das diferenças reais na medida e o que deve ser descrito como variações devida a erros de mensuração. O desvio padrão, medida de dispersão em torno da média, pode ser cosniderado um indicador do grau de confiabilidade de um intrumento. Quanto menor é o valor do desvio, maior será o grau de confiabilidade do instrumento de medidas.

Para saber mais:

Urbina, S. Fundamentos da Testagem Psicológica. Porto Alegre: Artmed, 2007.

Martins, G. A. Sobre Confiabilidade e Validade. RBGN, São Paulo, vol.8, n.20, p.1-12, jan/abr, 2006.

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Validade de um Teste com torradas


Depois da elaboração e análise dos itens feita, passemos para a verificação da validade de um teste. A validade é um critério de significância de um instrumento de medidas com diferentes tipos de evidência; é o grau que um instrumento realmente mede a variável que pretende medir. A validade pode ser classificada em vários tipos: aparente, conteúdo, constructo e de critério.

* Validade Aparente - é um processo subjetivo. Indica se a medida aparentemente ede aquilo que pretende. Apenas avalia, considera a definição teporica de uma variável sob estudo. Pode ser feita por juízes, grupo de juízes, que examinam uma técnica de mensuração e decidem se ela mede o que o nome sugere.

* Validade de Conteúdo - refere-se ao grau em que um instrumento evidencia um domínio específico de conte4údo do que pretende medir, se o conteúdo corresponde ao conteúdo dos traços teoricamente definidos pela teoria psicológica em questão. Verifica se o teste constitui uma amostra representativa de um universo finito de comportamentos.

* Validade de Constructo - diz respeito ao grau em que um instrumento de medidas se relaciona constantemente com outras medições semelhantes derivadas da mesma teoria e conceitos que estão sendo medidas. Ela visa investigar a legitimidade da representação comportamental do traço latente que se está buscando medir, verificando se o constructo em questão está representado adequadamente no teste.

* Validade de Critério - refere-se ao grau de eficácia que o instrumento tem de predizer um desempeho específico de um sujeito. Estabelece a validade de um instrumento de medição comparando-o com algum critério externo. Quanto mais os resultados do instrumento se relacionam com o padrão (critério), maior é a sua validade.

Para saber mais:

Andrade, V.M.; Santos, F.H.; Bueno, O.F.A. Neuropsicologia Hoje. São Paulo: Artes Médicas, 2004.

Martins, G. A. Sobre Confiabilidade e Validade. RBGN, São Paulo, vol.8, n.20, p.1-12, jan/abr, 2006.

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Elaboração e Análise dos Itens com ovos mexidos



A elaboração e análise dos itens é uma das condições para que um instrumento tenha qualidade e seja eficaz. Essa condição diz respeito às questões individuais (itens) de um teste. Inicialmente, há a preparação dos itens para a representação do comportamento, isto é, atributo de medida. Poder representar no item todas as possíveis variáveis que o atributo pode assumir é de extrema relevância, caso isso não seja feito, é possível que não haja a contemplação da diversidade das respostas, deixando de medir um ponto de comportamento.

Na análise de itens, todas as possíveis manifestações comportamentais do fenômeno em questão são investigadas, tais como a compreensão de leitura e resposta do item, a capacidade de avaliar certo atributo, a eficácia da avaliação das questões e a capacidade dos itens de abarcarem todas essas manifestações. Nessa fase, muitos itens são descartados, por não satisfazerem as necessidades técnicas do teste.

Para saber mais:

Andrade, V.M.; Santos, F.H.; Bueno, O.F.A. Neuropsicologia Hoje. São Paulo: Artes Médicas, 2004.

Imagens:

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15 de dezembro de 2008

Instrumentos da Avaliação Neuropsicológica ao molho rosé



Como já foi dito anteriormente, a avaliação neuropsicológica é um instrumento relevante na investigação das funções mentais, que tem se mostrado de valor fundamental no auxílio diagnóstico, elaboração do prognóstico, orientação para o tratamento, além do planejamento da reabilitação.

Além disso, podemos dizer que a avaliação refere-se à coleta e interpretação de informações psicológicas e cognitivas, que são resultantes de um conjunto de procedimentos que permitem ao profissional psicólogo analisar um comportamento ou função mental. Para que isso seja possível, o psicólogo faz uso de uma gama de instrumentos tais como os próprios testes psicológicos e neuropsicológicos, questionários e escalas, entrevistas, observações das sessões e pessoas próximas, entre outros.

Considera-se instrumentos como qualquer meio de estender nossa ação ao meio, minimizando as limitações em uma ação investigativa de observação, aumentando a eficácia da obtenção de dados e resultados. Na avaliação, esses instrumentos são chamados de testes psicológicos que são considerados objetivos e padronizados. Eles visam avaliar e quantificar comportamentos observáveis através de técnicas e metodologias específicas, embasadas cientificamente em constructos teóricos que auxiliam a análise dos resultados.

Para que esses testes sejam utilizados, devem passar por uma avaliação de qualidade verificadas pelos procedimentos metodológicos que assegurem sua eficácia e eficiência. Na preparação de um teste psicológico, são necessárias algumas condições afim de garantir a sua qualidade e possibilidade de uso seguro: elaboração e análise de itens, estudos da validade, da precisão e de padronização.

Para saber mais:

Andrade, V.M.; Santos, F.H.; Bueno, O.F.A. Neuropsicologia Hoje. São Paulo: Artes Médicas, 2004.

Imagens:

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13 de dezembro de 2008

Psicodiagnóstico e Sua Responsabilidade com pizza de muzzarela de búfala


A responsabilidade do processo de psicodiagnóstico pode ser de alguns profissionais:

* pelo psicólogo, pelo psiquiatra (eventualmente, neurologista ou psicanalista) - utilizando o modelo médico apenas, no exame de funções, identificação de patologias, sem uso de testes e técnicas privativas do psicólogo clínico.

* pelo psicólogo clínico (exclusivamente) - para a consecução de qualquer ou vários dos objetivos, utilizando o modelo psicológico, incluindo técnicas e testes privativos desse profissional.

* por equipe multiprofissional (psicólogo, psiquiatra, neurologista, orientador educacional, assistente social) - para a consecução de objetivos citados e eventualmente de outros, desde que cada profissional use seu modelo próprio, em avaliação mais complexa e inclusiva, integrando dados muito interdependentes.

Para saber mais:

Cunha, Jurema Alcides. Psicodiagnóstico V. 5a Ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.

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12 de dezembro de 2008

Psicodiagnóstico e Seus Objetivos com pizza de presunto e champignon - Parte II



- Avaliação Compreensiva: determina-se o nível de funcionamento da personalidade, são examinadas funções como ego, condições do sistema de defesas.

- Entendimento Dinâmico: permite chegar a explicações de aspectos comportamentais nem sempre acessíveis na entrevista, a antecipação de fontes de dificuldade na terapia e á definição de focos terapêuticos, entre outros.

- Prevenção: identificar problemas precocemente, avaliar riscos, fazer uma estimativa de forças e fraquezas do ego, de sua capacidade para enfrentar situações novas, difíceis, estressantes.

- Prognóstico: determina o curso provável do caso.

- Perícia Forense: fornece subsídios para questões relacionadas com a "insanidade", competência para o exercício das funções de cidadão, avaliação de incapacidades ou patologias que podem se associar com infrações da lei, etic.

Para saber mais:

Cunha, Jurema Alcides. Psicodiagnóstico V. 5a Ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.

Imagem:

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Psicodiagnóstico e Seus Objetivos com pizza de pepperoni


O psicodiagóstico pode ter muitos objetivos, tudo dependerá dos motivos alegados ou reais do encaminhamento e/ou da consulta. Os objetivos desse processo irão variar de acordo com a simplicidade ou da complexidade das questões propostas. Abaixo e na próxima postagem apresentaremos alguns objetivos e suas especificações:



-Classificação Simples: comparação da amostra do comportamento do examinando com os resultados de outros sujeitos da população geral ou de grupos específicos.

-Descrição: interpreta diferenças de escores, identifica forças e fraquezas, descrevendo o desempenho do paciente.

-Classificação Nosológica: hipóteses iniciais são testadas, onde os critérios diagnósticos são tomados como referência.

-Diagnóstico Diferencial: investiga-se irregularidades ou inconsistências do quadro sintomático, para diferenciar alternativas diagnósticas, níveis de funcionamento ou a natureza da patologia.

Para saber mais:

Cunha, Jurema Alcides. Psicodiagnóstico V. 5a Ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.

Imagem:
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11 de dezembro de 2008

Psicodiagnóstico com pizza de rúcula


O processo do psicodiagnóstico é um procedimento científico, com o tempo limitado, faz uso de técnicas e testes psicológicos, individualmente ou não, seja para compreender problemas à luz de pressupostos teóricos, ou classificar o caso e prever seu curso possível. É dito um processo científico, pois parte de um levantamento prévio de hipóteses que serão confirmadas ou não através de passos predeterminados e com objetivos precisos.

O plano de avaliação proposto é estabelecido com base na entrevista de anamnese, e nas perguntas ou hipóteses iniciais, definindo assim os instrumentos necessários, assim como e quando utilizá-lo. A escolha dos instrumentos é de extrema importância, pois torna o processo mais eficiente, aplicando com propósito específico, o que fornece respostas a determinandas perguntas assim como testar certas hipóteses.

Após selecionada e aplicada a bateria de testes, dados são obtidos e relacionados com a história clinica, pessoal ou escolar, permitindo a seleção e integração dos mesmos. Tais resultados são divulgados aos responsáveis e possíveis partes integrantes do processo (professores, fonoaudiólogos, médicos...), oferecendo então subsídios para tomada de decisões ou recomendações.

Para saber mais:

Cunha, Jurema Alcides. Psicodiagnóstico V. 5a Ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.

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