5 de março de 2010

Funções cognitivas e seus métodos de investigação (parte 1) com sardela



Nas últimas décadas, os psicólogos aprimoraram vários métodos para a coleta de dados sobre o desenvolvimento infantil, em especial sobre o desenvolvimento das funções cognitivas. Entre os mais amplamente usados estão as observações, os experimentos, as entrevistas e os questionários, os testes psicológicos e neuropsicológicos e por fim, as técnicas de neuroimagem. Nenhum método pode responder a todas as questões, mas cada um tem um papel estratégico a desempenhar sobre determinado assunto. Em geral, a melhor estratégia é utilizar um ou mais métodos combinados para realizar uma investigação mais aprofundada a respeito do sujeito.


A observação é um excelente método para reunir informações objetivas. O pesquisador faz uso da observação e do registro sistemático e não-tendencioso para entender melhor a respeito de um comportamento específico. As observações podem ser naturalistas, ou seja, o pesquisador observa as crianças durante suas atividades cotidianas, registrando o que acontece em casa ou na escola. Esse tipo de observação possui um caráter mais ecológico, o comportamento está muito mais perto da realidade do dia-a-dia. No entanto, também podem ocorrer num laboratório, onde são observadas de maneira discreta. O ambiente de coleta é mais controlado, nesse caso, o pesquisador pode isolar algumas variáveis mais facilmente.

Nos métodos de entrevista e questionário, as perguntas podem ser estruturadas e padronizadas ou livres e moldadas de acordo com o indivíduo. No primeiro tipo, os itens são mais direcionados e objetivos, enquanto no segundo, o enfoque é dado às particularidades da pessoa, havendo uma maior reunião de informações. Esse método fornece uma boa alternativa à observação. Muito do que se sabe sobre os comportamentos dos bebês e crianças pequenas baseiam-se em entrevistas ou questionários preenchidos pelos responsáveis e educadores.

Para saber mais:

Uehara, E. Ontogênese das funções cognitivas: Uma abordagem neuropsicológica. Dissertação de mestrado PUC-Rio, 2010.

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